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Versão Evangélica do Parabéns pra você

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida!

Que o Senhor te abençoe!
E santidade de te
Muitos anos de vida!
Muitas felicidades!

É crente! ... É crente! ... É crente!, Crente é!, Crente é!
E ora! ... E ora! ... E ora!, Ora é!, Ora é!
E je ju-a! ... "aniversariante", "aniversariante"

Fonte: PavaBlog

Sobre Pastores e Lobos

Osmar Ludovico

Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos.

No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.

Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.

Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.

Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.

Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.

Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.

Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.

Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.

Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.

Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.

Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.

Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.

Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.

Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.

Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.

Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.

Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.

Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.

Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.

Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.

Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.

Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.

Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.

Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.

Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.

Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.

Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.

Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.

Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.

Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.

Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.

Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.

Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.

Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.

Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.

Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.

Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.

Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.

Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.

Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.

Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.

Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.

Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.

Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.

Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.

Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.

Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores (Mateus 7:15).

Osmar Ludovico da Silva, diretor e mentor espiritual, dirige cursos de espiritualidade, revisão de vida e de pastoreio de pastores e missionários. Casado com Isabelle e pai de Priscila e Jonathan, reside em Cabedelo, Paraíba.

Pareto e o Evangelismo

Dr Gary North

Qualquer movimento que não reponha os membros que partem está fadado a desaparecer.

Os Sem-IgrejaMais de 85% dos americanos vão à igreja de uma a três vezes ao ano.

Uma entrevista com 353 pessoas que tinham se juntado à igreja depois de uma década ou mais sem freqüentá-la regularmente descobriu muitas coisas interessantes, incluindo:

1. Os convertidos foram inicialmente atraídos pela pregação do Pastor (90%) e pela doutrina/ensino (88%), não pelo nome da igreja (12%), nem pelo estilo de música ou adoração (11%) nem pela localização (9%).

2. Eles responderam melhor aos convites dos parentes (43%) para virem à igreja e não por outras formas de evangelismo. O fator mais significativo foi a esposa (35%). (Isto se deve ao fato de que as mulheres cristãs têm se casado com pagãos há pelo menos 800 anos. Cada programa de evangelismo da igreja deveria começar com a seguinte afirmativa: “Os mais promissores alvos do evangelismo estão na cama com as mais promissoras evangelistas.”).

3. Pequenos grupos, fazem com que eles continuem voltando.

4. Berçários e um amplo estacionamento foram fatores importantes.

5. Grupos de integração, como as classes de iniciantes são importantes.Em muitas congregações, existe apenas uma única conversão por cada grupo de 85 membros adultos por ano. Em grandes igrejas evangélicas que estão crescendo, a estatística era de um convertido para cada 20 e poucos membros, com uma média de 26 conversões por ano.

A Regra 20-80 de Pareto

Aparentemente existe uma universal regra nas atividades humanas, a regra 20-80. Vinte por cento da população produz 80% dos ganhos, lucros ou seja o que for. Na outra ponta da curva, 20% da população produz 80% dos problemas.

Na força policial, 20% da força realiza 80% das prisões. O mesmo é verdade em relação à força de vendas. Por que não ensinamos os outros 80% a produzir como os 20% produzem? Não podemos porque nós não sabemos como eles fazem isso! Nós não conseguimos explicar a regra de Vilfredo Pareto. Nem eles o poderiam. Nós podemos reconhecer isto e fazer uso disso, mas não conseguimos mudar este fato.

Deveria, então, ser o alvo de cada organização encorajar e apoiar os bons 20%, e transformar, ou até mesmo isolar, os maus 20%.

Isto significa que 20% dos membros da congregação serão responsáveis por 80% dos visitantes. O objetivo de cada igreja deveria ser o de incrementar a produtividade destes 20%.

O que os outros fariam para contribuir? Suporte, apoio. Pessoas de suporte devem existir em qualquer organização. Uma igreja deveria mobilizar estas pessoas de apoio a tornar o trabalho dos bons 20% mais fácil. Quem são estas pessoas de apoio? Aqueles 60% que não são os 20% bons nem os 20% maus.

Os 20% de membros maus têm alguma influência na igreja? Em algumas congregações, sim. Em outras, não. Eles são como madeira morta que fica entulhada em algum lugar. Mas quando eles se tornam oficiais da igreja, eles podem criar montes de problemas. Quando elas são esposas dos oficiais da igreja, também. Sempre que eles ganham influência uma divisão da igreja está pôr vir. O objetivo correto deveria ser o de criar oportunidades para que mesmo estes 20% pudessem servir de alguma maneira que eles não criassem problemas.

Os pastores deveriam discretamente pesquisar as habilidades e fraquezas de todos os seus membros. Os pastores deveriam então convidar os membros, um por um, a servir de alguma maneira. Eles poderiam começar com os membros que demonstram o perfil de ganhar convertidos. O pastor deveria perguntar a estes membros o que eles precisam da igreja para que eles possam realizar este trabalho melhor. Então o pastor poderia olhar em volta e ver quem pode servir e suprir estas necessidade.

Estreitando a AudiênciaEm marketing, a maneira mais certa de ir à bancarrota é promover um produto que todos precisem. Isto acontece porque ninguém tem um orçamento de marketing tão grande que consiga atingir a todo o mundo. E, também, pelo fato de que cada pessoa tem um “botão” diferente. A mesma campanha de marketing não consegue atingir a todas as necessidades de todas as pessoas.

Todo mundo precisa do Evangelho? Sim. Mas nem todos precisam dele no mesmo pacote, na mesma localização e oferecido da mesma maneira. É por isso que a divisão da igreja em oriental (ortodoxa) e ocidental (Romana) em 1054 e a Reforma Protestante depois de 1517 foram desenvolvimentos positivos. Elas promoveram a especialização geográfica, doutrinária, lingüística e cultural. Um único tamanho não veste a todos.

A igreja de Jesus Cristo em todos os seus tamanhos, formas e cores leva o evangelho que todos necessitam a todas as pessoas que precisam dele. Nenhuma denominação pode fazer isso. Se esta afirmação não for verdadeira então 1054 e 1517 foram eventos negativos que deveriam ser repudiados. Nós todos deveríamos fazer o caminho de volta a Constantinopla.

Existe um benefício na divisão da igreja: “multiplicação através da divisão.” Existe mais crescimento da igreja através da divisão do que qualquer outra metodologia. No entanto, existe a maneira sadia para se realizar isso: igrejas mãe dando origem a igrejas filhas. E existe a maneira errada: divisões por vaidade. Mas deve existir a multiplicação. Esta é a maneira de Deus. A história da igreja testifica isto.

A PUS

Igrejas, como quaisquer outras organizações, deveriam identificar sua PUS. Em negócios, seria PUV - Proposição Única de Vendas. Nas igrejas é PUS - Proposição Única de Serviço. A PUS é aquele benefício único que a organização tem a oferecer ao público, um benefício que nenhuma outra organização pode oferecer ou se igualar.

As igrejas raramente discutem a sua PUS. Isto faria com que um programa de evangelismo devesse ser precedido de uma série de encontros da congregação para discutir sua PUS. Estes encontros constariam de exercícios de se olhar no espelho. “Qual é a melhor razão que eu posso sugerir para qualquer pessoa para ela se juntar a nós?” Dificilmente qualquer igreja gostaria de se olhar no espelho e se fazer esta pergunta, mas este é o primeiro passo para encarar a realidade eclesiástica.

Existe uma segunda questão: “O que nós queremos nos tornar?” Aqui começa a divisão. Aqui está a base para a multiplicação da igreja. Pode não haver um acordo acerca do que os membros queiram que a igreja se torne.

Neste ponto, os encontros da congregação acabam por focalizar-se nos tijolos, pilares e asfalto. Os membros implicitamente definem a igreja em termos de entidades físicas. Com certeza, eles negariam isso se lhes fosse perguntado. “A igreja é o corpo de Cristo. A igreja é uma família, etc, etc.” Mas quando se encontram para gastar tempo planejando, os membros acabam por definir a igreja em termos de planta física. É por isso que a sua igreja sempre tem uma campanha de construção em andamento. É assim que ela consegue o engajamento dos seus membros.

As igrejas devem ter estruturas nos seus bastidores. As construções deveriam ser projetadas para atingir a PUS da congregação. O que vemos hoje, porém, é que o formato das construções define o ministério da congregação. O rabo está tentando morder o cachorro.

O exercício prático de descobrir a PUS de uma congregação pode ser tão doloroso que poucas congregações o fazem. (Na verdade até mesmo as empresas evitam fazer isso.) O processo pode dividir congregações. Pode, também, trazer luz a certas realidades indesejáveis:

(1) a congregação não consegue descobrir nada único para oferecer;

(2) o que pode ser oferecido, que é único, não oferece apelo para o público em geral;

(3) ou, a coisa mais atrativa que possa ser oferecida é algo que ninguém quer admitir.

Eu recomendo que uma congregação dedique encontros especiais em três domingos consecutivos para o processo de descobrir sua PUS.

No primeiro domingo, o pastor explica o conceito e convida os membros a pensar acerca do que a congregação oferece que é mais importante para os visitantes que eventualmente se juntem a ela. Então eles deveriam considerar: “Isto é único?”

No segundo domingo eles iriam para a ação. O pastor ou um outro líder usa um flip-chart para anotar as sugestões.

No terceiro domingo a congregação decide a sua PUS.

Depois disso, deveria existir classes de adultos dedicadas a desenvolver estratégias de evangelismo que sejam consistentes com a sua PUS.

Mirando os Convertidos Certos“Tudo para todos os homens” se aplica à igreja internacional. “Umas poucas coisas para um punhado de homens” se aplica a cada congregação.

As portas da igreja devem estar abertas para todos os que entrarem por ela, mas os programas de evangelismo devem estar focados em uma audiência mais limitada. Uma igreja local não tem dinheiro, membros ou espaço suficientes para fazer mais que isso.

Como uma congregação promove um maior crescimento a partir dos recursos existentes? Buscando atingir pessoas semelhantes aos membros existentes nela. Por quê? Por que são estes que os membros existentes nela conhecem e com quem se relacionam. E também são estes que os visitantes vão querer ter em volta deles: pessoas iguais a eles mesmos. Ninguém quer ser um peixe fora d’água.

Pessoas pobres sabem que as pessoas ricas nas igrejas são generosas. Então, por que eles não se juntam a uma rica? Por que eles não se sentiriam confortáveis em uma igreja rica? Eles preferem permanecer pobres a semanalmente se sentirem peixes fora d}água. Se o apelo do dinheiro fácil não consegue vencer esta resistência, então a teologia liberal e o politicamente correto tão menos o farão.

É errado um vendedor buscar atingir um grupo e outro não? Certamente que não. É errado uma congregação local fazer a mesma coisa? Não.Seria errado se certos grupos fossem ignorados por todas as igrejas. É por isso que nós temos missões locais (ou cultos nos lares). Nós não convidamos as pessoas de um lado da cidade para freqüentar uma igreja do outro lado. Em vez disso, nós ajudamos financeiramente uma congregação local do outro lado da cidade. Ou nós treinamos uma pessoa do outro lado da cidade para que ela seja um ministro. (Você vê por que existem mais igrejas pentecostais na partes pobres da cidade do que igrejas Presbiterianas? Pense “seminário”).

Por isso eu recomendo que os programas de evangelismo deveriam conscientemente e sem sentimento de culpa descansar na premissa que os alvos de cada campanha de evangelismo sejam pessoas que responderiam com simpatia ao evangelho apresentado pelos membros da congregação.

Isto significa que quando os líderes de uma congregação elaboram o programa inicial para fazer contato com os membros da audiência almejada, os membros deveriam ser preparados para ajudar nas necessidades específicas desta audiência. O perfil da membresia existente deveria corresponder às necessidades da audiência almejada.

Se o objetivo é evangelizar empresários, então os membros da igreja não deveriam, na sua maioria, estar vivendo do seguro desemprego. Se o objetivo é evangelizar universitários, então os membros da igreja deveriam ter livros de não-ficção em suas prateleiras. Tudo isso é óbvio, mas a teoria social que está na base disso - “um tamanho não veste a todos” - não é discutido em público, e certamente não nos seminários, onde muitas vezes é exigido dos membros da faculdade uma linguagem neutra.

Reuniões de OraçãoCampanhas de evangelismo bem sucedidas começam com muita oração. Deve ser uma oração constante e dedicada feita pelos 60% daqueles que darão apoio aos 20% que farão o trabalho de evangelismo face-a-face. A equipe de apoio-oração faz parte daqueles 80% cujo trabalho não leva diretamente aos resultados. Todos deveriam ser envolvidos em realizar alguma coisa que apoiasse a campanha. Ninguém deveria ser deixado de fora.

As igrejas deveriam fazer o seguinte: Primeiro, os líderes recrutam pessoas para serem voluntárias. Segundo, deve existir um acompanhamento, feedback e monitoramento. Cada tarefa na campanha deve ser realizada e deve existir um método de medir o desempenho, enquanto se realizam encontros especiais de oração.

Você não deve ter visto nada parecido com isso em sua congregação, eu suspeito.Muitas igrejas têm reuniões de oração no meio da semana. Eu só vi uma que tinha o estacionamento lotado toda quarta-feira à noite. É uma igreja de interior.

O problema com as reuniões de oração é que um tamanho não veste a todos. Muitas das reuniões a que eu tenho ido são freqüentadas principalmente por mulheres, e o foco é sempre uma variação do “próximo câncer da vizinha da minha cunhada.” Faz-se uma oração por ela, uma vez, e ninguém mais ouve falar dela a menos que haja uma cura ou ela morra. Raramente se ora pelo evangelismo da igreja ou pelos problemas da comunidade.

Orações por cura física tendem a dominar as reuniões de oração porque sempre tem alguém com uma nova doença. Este foco afasta aqueles participantes que têm uma visão mais ampla de qual seja a atuação da igreja na sua comunidade. Como normalmente não existe um acompanhamento das orações por cura física, acaba não se tendo um senso de direção. E sempre existirá alguém doente.

Deveria existir ao menos dois encontros de oração: um por cura física e outro por cura espiritual. Um se focalizaria nas pessoas com sofrimento físico. O outro se focalizaria nos não alcançados de uma maneira mais ampla.

Não se permitiria que qualquer pedido de oração por cura física fosse feito a menos que houvesse consenso prévio de que a mesma oração seria feita até se ter uma resposta: ou ele fosse curado ou morresse. Isso limitaria o número de novos pedidos de oração colocados nesta reunião. Estes pedidos seriam colocados em uma lista. Se não for para orar até que se tenha uma resposta, então não comece. Não comece o que você não tem intenção de terminar.

As igrejas não seguem estes princípios e por isso as orações se tornam superficiais. Orações superficiais são o resultado inevitável da falta de acompanhamento. A oração é deixada de lado porque não existe dedicação aos resultados. Não existe a compreensão daquilo que Jesus ensinou sobre oração.

“Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: Faze-me justiça contra o meu adversário. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha mais me importunar. E o Senhor continuou: Ouçam o que diz o juiz injusto” (Lc 18.1-6).

Planejamento SistemáticoExistem duas abordagens básicas. A primeira é maneira pentecostal: “Deixe-nos tentar uma coisa nova por 18 meses para ver se funciona. Se não funcionar, nós deixamos de lado e tentamos outra coisa.” A outra maneira é a maneira Presbiteriana: “Nós não deveríamos começar nada que não temos intenção de acabar. Então, façamos uma comissão para decidir se faremos isso.” O resultado: Pentecostais raramente terminam algo e Presbiterianos raramente começam algo.

Os Batistas estão em algum lugar entre os dois extremos. Eles lançam projetos de construção. Quando a construção acaba, eles lançam um novo projeto de construção. O resultado é a proliferação de centros familiares. Enquanto isso, o evangelismo sistemático está desaparecendo.

Eu acredito que a principal razão porque o evangelismo está desaparecendo é que as igrejas se recusam a distinguir entre aqueles 20% que se constituem na “tropa de choque” e os 80% que não são. As igrejas tentam recrutar voluntários para a linha-de-frente do evangelismo entre os 80% que não são competentes para o trabalho que os 20% fariam muito bem. Por causa disso, muitos membros recusam-se a se apresentar como voluntários, ou se oferecem uma vez e falham, e nem eles e nem a igreja tentam uma nova campanha. As igrejas oficialmente adotam a ideologia democrática: “Todo mundo pode fazer isso.” Nem todos podem. Sendo mais específico ainda: nem todos querem.

Se as igrejas elaborassem as campanhas de evangelismo da mesma maneira que as forças policias elaboram campanhas de combate ao crime, teríamos mais resultados no evangelismo. Nenhuma força policial sobrevive se insistir que todos na força tem de realizar o mesmo número de prisões. As forças policiais não estão infectadas com a ideologia da democracia. Mas a ideologia da democracia está invadindo as igrejas.

1. “Todas as igrejas podem atrair todos os tipos de membros.”

2. “Todos os membros podem fazer evangelismo na linha-de-frente.”

3. “Todos os membros deveriam participar do mesma reunião de oração semanal.”

4. “A reunião de oração semanal deve orar sempre por todas as necessidades de todas as pessoas.”

5. “Um sermão semanal preenche as necessidade de todos os membros.”

Negar quaisquer desses mitos é eclesiasticamente incorreto. Os líderes eclesiásticos, no entanto, preferem conviver oficialmente com esses mitos e perder terreno, do que encarar esses mitos, admitir a verdade, planejar em termos desta verdade e conquistar espaço.

Temos necessidade de um planejamento sistemático de evangelismo. Este plano deve reconhecer a realidade da regra de Pareto. “Um tamanho não veste a todos.” Na elaboração da campanha, os líderes das igrejas devem compreender a divisão do trabalho.

“Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito. O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não pertenço ao corpo, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. E se o ouvido disser: Porque não sou olho, não pertenço ao corpo, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato? De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: Não preciso de você! Nem a cabeça pode dizer aos pés: Não preciso de vocês! Ao contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis, e os membros que pensamos serem menos honrosos, tratamos com especial honra. E os membros que em nós são indecorosos são tratados com decoro especial” (1 Co 12.12-23).

Esta maneira de pensar está ausente de muitas igrejas. Por isso, muitas igrejas não maximizam seus esforços. Não há concordância em qual deveria ser o alvo (resultados) nem em quanto o projeto custaria em termos de dinheiro, tempo e esforço.

“Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar” (Lc 14.28-30).

Conclusão

Um plano ruim é melhor que nenhum plano, porque um plano ruim pode ser revisado. Mas se o plano é descartado ao invés de revisado e se o próximo plano é rejeitado porque o último plano falhou, então nada é feito. O resultado é o que Thom Rainer descreve: um novo convertido para cada grupo de 85 membros por ano, ou seja, morte por asfixia.

Sinceramente,

Gary NorthDr Gary North é PhD em História, autor de dezenas de livros, membro da Igreja Presbiteriana Ortodoxa.

Nota do webmaster: Este artigo foi traduzido e disponibilizado para levar à reflexão sobre as práticas evangelísticas atuais da igreja brasileira. Não significa que todas as opiniões e conclusões do Dr North sejam endossadas pelo site.

Extraído do site ICHTUS com pequenas adaptações pelo Pr. Antonio Francisco da Silva.

Licença ministerial

Depois de vinte anos pastoreando a mesma igreja, bateu o cansaço, e decidi por necessidade, sair das atividades pastorais por um período a partir de hoje. Preciso de tempo para cuidar de minha saúde em todos os aspectos. Quero parar para um período sabático e reconsiderar o segundo tempo da vida. Quero ter mais tempo com minha família e ouvir a Deus para o que vem pela frente.

Igreja grande não é problema

Esta semana conversando com alguém que faz parte de uma igreja grande, com centenas de membros, ouvi suas reclamações sobre a falta de comunhão e de cuidado pastoral. Rapidamente argumentei com ela que igreja grande não é problema. A questão está na maneira de ser igreja.

Pelo que ouvi, ela faz parte de uma igreja de programas onde as pessoas vão ao templo para participar de eventos, nada mais. Ela mesma clamou a necessidade de cuidados pastorais que não tem. Precisa tratar de problemas pessoais até agora ignorados dos líderes e do pastor da igreja. Mesmo assim, ela participa ativamente de um ministério na igreja. Mais uma evidência da decadência desse sistema.

A igreja é uma família. Todos nós temos uma família imediata e uma família ampliada. A primeira é o lar (pai, mãe e filhos); a segunda é a parentela (avós, irmãos, tios, primos). A célula é como a família imediata; o culto no templo é como a família ampliada. Esse equilíbrio entre o templo e as casas na vivência da igreja, supre todas as carências na vida cristã (At 5.42; 20.20).

Precisamos de pais e mães espirituais em nossa igreja. Pessoas liberadas e disponíveis para investirem na vida de outros. As igrejas estão cheias de “mestres”. Mas onde estão os pais e mães espirituais? (1 Co 4.14-21).

Nossa Declaração de Propósitos

“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14).

“Trazer pessoas para Jesus através de células que se multiplicam a cada ano, edificar uma igreja de vencedores onde cada membro é um ministro e cada casa uma extensão da igreja”.

Nesta oportunidade, quero comentar nossa recém-criada declaração de propósitos, aprovada na última assembléia ordinária da igreja, em dezembro de 2008. Ela está em um banner em nosso templo para ser lembrada e memorizada. É importante ressaltar que a declaração de propósitos resume nossa visão e meta ministerial. Ela sintetiza o que queremos, o que não queremos, e onde envidarmos esforços. Objetivamente, a declaração de propósitos é a razão da existência de uma igreja.

“Trazer pessoas para Jesus...”. Note que nossa declaração é feita em termos de resultados, e não de atividades. Ela não diz que evangelizamos, mas, que trazemos pessoas para Jesus. Fica fácil avaliar ao observarmos se as pessoas estão ou não sendo trazidas, se a membresia está sendo alterada numericamente. A menos que as pessoas estejam sendo trazidas e sejam vistas convertidas entre nós, não estamos cumprindo a declaração de propósitos, mesmo que evangelizemos.

“...através de células...”. As células são a base de crescimento da igreja. Tudo na igreja deve acontecer a partir das células. As portas de entrada da igreja são as células. É através das células que alcançamos pessoas para Jesus. Devemos conquistar três vitórias: ganhar as pessoas para nós através da amizade, ganhá-las para a célula e finalmente ganhá-las para Jesus.

“...que se multiplicam a cada ano...”. O líder e cada membro da célula devem sonhar em multiplicar sua célula a cada ano. Se cada um ganhar um para Cristo em um ano, a célula se multiplica. É um alvo mensurável e motivador. Seguindo esse processo viável, em dez anos poderemos ter milhares de membros a partir de uma célula. A multiplicação anual possibilita um crescimento explosivo na igreja.

“...edificar uma igreja de vencedores...”. Uma vez convertida a Jesus, a pessoa será discipulada e acompanhada em seu crescimento cristão. Isso lhe torna saudável e maduro. O discipulado na célula desenvolve a vida de cada crente e lhe torna capaz de vencer as tentações e superar os embates da vida, fazendo com que cada membro da igreja seja crente vencedor.

“...onde cada membro é um ministro...”. Em nossa igreja cada crente é um soldado engajado, um titular. Ninguém está na reserva, ou como expectador. Em nosso time todos jogam e contribuem com os dons que receberam de Deus.

“...e cada casa uma extensão da igreja”. Gosto sempre de dizer que a igreja é formada de famílias. Dessa forma fica fácil entender que cada casa é parte da igreja e deve contribuir para a extensão do Reino de Deus na terra. Quando a casa do crente se abre para servir a Deus, a igreja cresce e Deus é glorificado.

Cada membro da igreja pode participar diretamente no cumprimento de nossa declaração de propósitos. Isso deve ser feito com empenho, pois, como disse Benjamin Disraeli, “a consistência em um propósito é a chave do sucesso”.

Final da Campanha de 10 dias pela Unidade da Igreja

Ontem a noite tivemos o encerramento da Campanha de 10 dias pela unidade da igreja. Foi um culto abençoado, com testemunhos compartilhando dificuldades, vitórias e bênçãos. Celebramos a Ceia do Senhor, fizemos homenagens às mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, e ouvimos a Palavra de Deus sobre o fundamento inabalável da Igreja que é o Senhor Jesus Cristo (Mt 16.13-20).

Dou graças a Deus por esses dez dias abençoados. Creio que a unidade da igreja foi fortalecida e que a vida da igreja foi renovada em vários aspectos. No decorrer do ano teremos novas campanhas com outros objetivos. Louvado seja o nosso bondoso Deus e Pai.

Aniversário de Ana Rodrigues

Acabamos de chegar da casa de D. Ana Rodrigues, mãe de Antonio Santana. Com um tempo agradável, pois quase choveu, tivemos alí momentos alegres com ela. Fui com Rosângela, Tereza e Lourdes. Lá, encontramos Antonio, Lorena, Maria Leite, Dina, Alice. Além de Francisca, Ester e Euzita. Conversamos, discontraimos e Antonio ministrou a Ceia do Senhor. Cantamos alguns hinos do Salmos e Hinos e oramos. A leitura bíblica foi feita no Salmo 103.

Hoje D. Ana completa 86 anos. Clique aui.

A igreja engajada

Nunca fui militar, mas sempre gostei da disciplina e da vida militar. No início de minha adolescência observava os jovens se alistarem para o exército e o deixarem depois de um ano, enquanto outros que tinham começado a servir no mesmo período continuavam. A explicação que os amigos me deram foi a seguinte: os que saíam tinham cumprido o serviço obrigatório, enquanto os que continuavam tinham se engajado na vida militar. Eles decidiram permanecer.

Como soldados do exército de Deus, cada um de nós é um engajado. Mais que apenas um cidadão civil, ou soldados que cumprem apenas o serviço obrigatório, somos ativos e permanentes soldados a serviço de nosso comandante maior, o Senhor Jesus Cristo. A vida militar tem uma identidade clara; entre elas estão a unidade e a obediência à voz de comando. Quero considerar essas duas qualidades aplicáveis à vida da igreja em duas passagens do Antigo Testamento:

A Torre de Babel: Conquanto trate-se de uma ilustração negativa, a lição pode ser positiva. A Bíblia diz que “no mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar”. Todos os homens se fixaram num mesmo lugar e resolveram construir uma cidade com uma torre que alcançasse os céus. Ao considerar tal comportamento, Deus disse: “Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer” (Gn 11.1-6). A intenção daqueles homens era a fama egoísta e prepotente. Mas, tirando a má intenção deles e aplicando essas palavras para a unidade da igreja, é exatamente isso que precisamos ser: um só povo, falar a mesma língua, e fazer o que planejamos. Para uma igreja dividida Paulo escreveu: “Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer” (1 Co 1.10). Devemos ter uma só maneira de falar sobre a igreja, ver as coisas do mesmo modo, e termos as mesmas opiniões. Assim é a unidade.

Gideão e os trezentos: Deus chamou Gideão para liderar a libertação de seu povo da opressão midianita. Vinte e dois mil aceitaram a convocação. Deus mandou diminuir a tropa e ficaram dez mil. Mas Deus disse para Gideão que ainda havia gente demais. Finalmente, ficaram trezentos homens; os demais voltaram para suas casas (Jz 7.1-8). Aqueles soldados foram para o combate sob o comando de Gideão. O grito de guerra deles era: “Pelo Senhor e por Gideão!” (Jz 7.18). Temos aqui um princípio prático aplicável a igreja hoje. A igreja deve ser vista nos trezentos engajados para a batalha, sob a liderança de Gideão. Na Igreja de Jesus ninguém é voluntário ou expectador. Todos são engajados para servir ao Senhor com alegria, obediência e unidade. A voz de comando hoje para nós é a Bíblia, a Palavra de Deus. Ela nos é ministrada através da liderança que Deus colocou na igreja. Cada crente é um ministro, cada crente é um sacerdote, cada crente fala com Deus e ouve a Deus. Mas cada crente deve obedecer aos seus líderes e submeterem-se à autoridade deles (Hb 13.17).

Jesus disse: “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12.25). A igreja não avançará se não tiver unidade. Devemos desenvolver essa unidade em nossa linguagem acerca da igreja, nas opiniões e na maneira de ver a obra de Deus entre nós. Nós somos o santuário de Deus. O Espírito de Deus habita em nós. A igreja é sagrada. Se alguém destrói a unidade da igreja, Deus o destruirá (1 Co 3.16-17).

Faça você mesmo, todo o esforço para conservar a unidade da igreja (Ef 4.3). Não seja rebelde e não se associe com os tais. A rebelião é própria do Diabo (1 Sm 15.23). Seja obediente. A ovelha ouve a voz do seu pastor e o segue (Jo 10.2-4).

Jubileu da Igreja Reencontro



O vídeo acima não foi feito em nossa igreja, mas nos identificamos com ele.

“Consagrem o quiquagésimo ano e proclamem libertação por toda a terra a todos os seus moradores. Este lhes será um ano de jubileu, quando cada um de vocês voltará para a propriedade da sua família e para o seu próprio clã” (Lv 25.10). Este ano estamos completando cinquenta anos como igreja, e queremos comemorar essa data durante todo o ano. Estamos agradecidos ao Senhor Deus.

Levítico 25 faz uma excelente dissertação do que foi o jubileu para o povo de Israel no Antigo Testamente. A palavra jubileu tem uma ligação etimológica com a palavra carneiro, do qual era feito o shofá, uma espécie de trombeta feita de chifre. É bem verdade que o jubileu foi uma realidade apenas do povo de Israel na antiga dispensação da lei e não se aplica à igreja, mas não deixa de ser cheio de lições para nós atualmente. Afinal, está escrito que “tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar” (Rm 15.4). A Bíblia toda é a Palavra de Deus, e devemos conhecer todo o seu conteúdo lendo-a e estudando com critérios sadios. Devemos ter três atitudes ao ler a Bíblia: observação, interpretação, e aplicação. Fazendo assim, evitamos problemas hermenêuticos tão comuns em nosso meio. Não precisamos ser catedráticos em Bíblia, mas devemos ter critérios mínimos para considerá-la e assimilá-la devidamente.

O povo de Israel vivia de festas. É uma pena que a igreja não saiba celebrar devidamente os motivos que tem para tanto. Aquela nação fazia festas de suas experiências e podemos fazer isso também e com bem mais razões. Eles tinham dias e locais sagrados, mas para nós todos os dias são santos e todos os locais são casa de Deus. Para eles o jubileu acontecia a cada cinquenta anos, obviamente. Mas para a igreja, o ano da graça do Senhor deve ser proclamado sempre (Lc 4.19). Ou seja, devemos viver celebrando a vida que Jesus conquistou para nós na cruz do calvário, vivendo em novidade de vida (Rm 6.4).

O jubileu era um ano de descanso para a terra e para o povo. Como isso se faz necessário em uma sociedade tão agitada como a que vivemos hoje. Deus criou o mundo, descansou no sétimo dia, e instituiu isso para Israel. O princípio continua para nós hoje. Além do descanso semanal, havia as festas mensais e a cada sete anos acontecia o descanso anual. O jubileu se dava depois de sete semanas de anos. Tudo descansava. Isso me lembra a carta aos Hebreus que fala que ainda resta um descanso para o povo de Deus (Hb 4.9—11). Devemos entrar nesse descanso, deixando de confiar em nós mesmos, confiando apenas nos méritos de Jesus para nós, conforme a carta aos Efésios 2.8-9.

O ano do jubileu era dedicado ao Senhor. Era um ano santo que começava no décimo dia do sétimo mês, por ocasião do dia da Expiação, o único do dia do ano em que o Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos para interceder a Deus pela nação. Nesse dia a trombeta soava por toda a nação anunciando plena libertação para o povo. A dependência de Deus era demonstrada de forma admirável. Eles não deviam semear, podar, nem colher. Era descanso total para todos. Deus prometeu dar fartura no sexto ano para que tivessem suprimento por dois anos seguidos. Assim acontecia. Devemos trabalhar sim, mas sempre na dependência do Senhor, pois ele prometeu suprir todas as nossas necessidades.

Esse era um ano onde a libertação se concretizava e onde a liberdade era sentida em tudo e em todos. As dívidas eram anuladas, as terras eram devolvidas aos seus proprietários originais, as pessoas voltavam ao convívio de seus familiares sem nenhuma pressão da parte de ninguém; pessoas resgatavam parentes, e mesmo que assim não acontecesse, os donos de escravos não deviam negar alforria. A mordomia e a solidariedade eram práticas visíveis. Ninguém tinha o direito definitivo da terra (Sl 24.1). Havia equilíbrio. Combatia-se o latifúndio e a miséria.

Tudo isso se cumpre e se concretiza para nós na pessoa de Jesus e do que ele fez na cruz por nós, libertando-nos da escravidão do pecado (Gl 5.1; Cl 2.13-15).

O Dinheiro é meu servo, não o meu Senhor

"O dinheiro atende a tudo" (Ec 10.19).

Alguém já disse que não existe presente melhor que dinheiro. Você quer agradar alguém, dê-lhe dinheiro. Todos nós gostamos e precisamos de dinheiro. Até se usa a expressão: "Quer saber se alguém é louco, olha se ele rasga dinheiro". Ninguém faz isso. O versículo citado acima diz que ele atende a tudo nesse nosso contexto de vida. Precisamos de dinheiro. Não é sem causa que a crise financeira mundial está assustando todo mundo.

A questão é, quem manda em minha vida, eu ou o dinheiro? Gosto de lembrar de duas máximas que dizem: "O dinheiro é um bom servo, mas um péssimo patrão". E mais: "O dinheiro não é de quem ganha, mas de quem não gasta". Ou seja, eu sou responsável pelo destino do meu dinheiro.

Muitos são bem intencionados financeiramente, mas nada fazem porque são escravos do sistema capitalista no qual estamos inseridos. Ainda hoje ouvi alguém dizer: "Não existe problema financeiro, o que existe é falta de sabedoria em administrar o dinheiro. A Bíblia diz: "O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá" (Pv 11.25). Jesus disse: "Onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração" (Mt 6.21). Precisamos resolver quem vai mandar, pois sempre investimos naquilo que valorizamos. Para onde está indo o nosso suado dinheiro? Veja o vídeo.

2009 - Ano da Evangelização na Igreja Reencontro

Nossa declaração de propósitos: "Trazer pessoas para Jesus através de células que se multiplicam a cada ano, edificar uma igreja de vencedores onde cada membro é um ministro e cada casa uma extensão da igreja".

A evangelização é missão primordial da igreja. Os quatro Evangelhos e o livro de Atos, terminam e começa com palavras de Jesus com relação a evangelização:

"Então, Jesus aproximou-se deles e disse: Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" (Mt 28.18-20).

"E disse-lhes: Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas" (Mc 16.15).

"Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras. E lhes disse: Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas. Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto" (Lc 24.45-49).

"Novamente Jesus disse: Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio" (Jo 20.21).

"Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (At 1.8).

Pela graça de Deus teremos um ano frutífero na seara do Senhor. Quando Deus mandou que o profeta Jeremias escrevesse aos exilados na Babilônia, ele disse: "Multipliquem-se e não diminuam" (Jr 29.6). Essas palavras serão nosso lema para esse ano na evangelização.

Nosssa Declaração de Propósitos

“Trazer pessoas para Jesus através de células que se multiplicam a cada ano, edificar uma igreja de vencedores onde cada membro é um ministro e cada casa uma extensão da igreja”.

Estamos começando o ano com uma nova declaração de propósitos, definida na última assembléia da igreja. A razão da mudança foi termos uma declaração que reflita exatamente nosso estilo de ser igreja.

Ao contrário do que possa parecer, não abandonamos os cinco propósitos, eles são permanentes na vida da igreja. Não se pode pensar em igreja sem adoração a Deus, comunhão entre os irmãos, discipulado para o crescimento, ministério para o serviço dos santos e evangelização dos que não pertencem à igreja.

Já temos anunciado que 2009 será o ano da Evangelização em nossa igreja. Cada um de nós deve se empenhar em ganhar pessoas para Jesus. As células serão a expressão desse crescimento. Mas não queremos apenas um crescimento numérico, e sim, também um crescimento de qualidade de vida. Em nossa igreja cada membro é um ministro entre os irmãos e um evangelista entre os amigos. Salientamos também que, assim como a igreja não tem um lugar sagrado específico, nossas casas são uma extensão da igreja.

Primeiro Retiro de Vida Vitoriosa

Graças a Deus pela realização do primeiro retiro espiritual de Vida Vitoriosa. Havia muitas expectativas para esse encontro que foi uma grande bênção para todos, para mim inclusive. Deus agiu em nossas vidas. As evidências foram inegáveis. Ele nos mostrou coisas escondidas falsas, e nos mostrou coisas escondidas verdadeiras para serem tratadas. Creio que esse foi o primeiro de uma seqüência de retiros dessa natureza. Tivemos a participação de vinte irmãos, além das duas queridas irmãs que nos abençoaram na cozinha. Glória a Deus!

Mudança de local de culto

Hoje realizamos o último culto de quarta-feira no prédio da igreja. A partir da próxima quarta serão realizandos nos lares. É a transição para sermos uma igreja em células.

Peniel - Encontro com Deus

"Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva" (Gn 32.30 - RA). Assim foi o Retiro Espiritual que participamos nesse final de semana. Foi um tempo abençoado.

Valeu muito participar juntamente com minha esposa desse retiro promovido pela igreja de um colega de ministério. Não apenas aprendemos o modelo desse estilo de retiro, mas, principalmente, fomos muito abençoados pelo que aconteceu naqueles dias. Experimentamos um pouco do que significa Peniel, pois tivemos um novo encontro com Deus. Foi edificante ouvir sobre libetação, cura interior, a mensagem da cruz, sonhos e o poder do Espírito Santo em nossas vidas. Como disse o Pr. Marinho, esse foi o "start" de uma experiência que não pode parar nunca.

Estamos experimentando uma transição de uma igreja de programas para uma igreja em células de uma forma progressiva e muito abençoada. Esse tipo de retiro vai ser inserido em nosso estilo de ser igreja. Sempre achei estranho fazer retiro espiritual com pessoas ainda não convertidas ao evangelho. Mas, agora presenciei que funciona e pode ser um celeiro de conversões a Cristo. Jesus curou retirando a pessoa do meio (Mc 8.22-26).

O apóstolo Paulo disse: "Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele" (1 Co 9.23). Essa deve ser a nossa disposição: Pregar o evangelho a toda criatura (Mc 16.15). Podemos usar e variar os métodos para fazer isso. O que não podemos é deixar de anunciar as boas novas de salvação em Cristo Jesus. Outros se esforçaram em obediência ao Senhor da seara e por isso o evangelho chegou a nós. Agora devemos continuar levando a todos a nova vida em Cristo (2 Co 5.17). O testemunho do velho apóstolo deve ser o nosso também: "Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho" (1 Co 9.16).

Essa experiência também me ensinou sobre a natureza e a qualidade dos retiros que fazemos costumeiramente. Precisamos ter melhor definida a razão de ser de cada retiro que planejamos. Não basta sair para um lugar à parte para um período de louvor, ouvir mensagens bíblicas e ter lazer. Existe mais que isso para a igreja de Jesus. Que Deus nos ajude.

Falecimento de Elizabeth Alcântara

"Os justos são tirados para serem poupados do mal" (Is 57.1). Lembrei-me desse versículo bíblico enquanto conversava com o Pr. Rogério Carolino Chaves, genro da irmã Elizabeth Alcântara que faleceu hoje. Ela deixará muitas saudades. A despeito das muitas dificuldades que enfrentou, ela vai deixar para todos nós um exemplo de temor a Deus. Louvamos a Deus por sua vida. Cremos que ela está na santa e abençoada presença do Senhor e que um dia nos encontraremos para ficarmos para sempre juntos.

A Bíblia diz que "preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos" (Sl 116.15). Isso deixa claro que Deus tem uma maneira bem diferente de considerar a nossa morte. Ele é o criador, o preservador e o redentor de nossas vidas. Em sua soberania ele sabe muito bem o que faz. A gente chora pela morte de nossos queridos e isso é justo e compreensivo. Por outro lado, a Bíblia diz que "Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem" (Lc 20.38). Em outras palavras, na perspectiva de Deus continuamos vivos, mesmo depois da morte.

Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?" (Jo 11.25-26). Em Jesus não morremos para sempre, mas vivemos eternamente. Ele disse também: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24).

Há três tipos de morte: 1) A morte espiritual, na qual todos nascem: "Ele (Cristo) vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados" (Ef 2.1). Essa morte é espiritual. Mesmo tendo vida biológica, nascemos mortos espiritualmente. 2) A morte física. Essa é a morte que mais tememos, mas é a que tem menor implicação: "aos homens está ordenado morrerem uma só vez" (Hb 9.27). A morte física é apenas uma passagem rápida para a eternidade. 3) A morte eterna. Essa é a pior. A Bíblia fala de um homem que morreu, foi sepultado, e no inferno passou a ser atormentado (Lc 16.22-23). Um outro foi chamado de louco porque viveu apenas para si mesmo e não para Deus (Lc 12.20-21). Graças a Deus que Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores. Ele disse: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo" (Jo 10.9). Você já está salvo?

O novo ateu

Rev. Ricardo Barbosa de Souza

Hoje, o ateu não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina. O novo ateísmo não precisa negar a fé; apenas cria substitutos para ela.

Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador. Há um outro tipo de ateu, mais dissimulado, que cresce entre nós, que crê em Deus e não apresenta nenhuma dúvida quanto aos mistérios da fé, nem em relação aos grandes temas existenciais. Ele vai à igreja, canta, ora e chega até a contribuir. É religioso e gosta de conversar sobre os temas da religião. Contudo, a relevância de Cristo, sua morte e ressurreição para a vida e a devoção pessoal é praticamente nula. São ateus crédulos. O ateu moderno não é mais somente aquele que não crê, mas aquele para quem Deus não é relevante.

Este é um novo quadro que começa a ser pintado nas igrejas cristãs. Saem de cena os grandes heróis e mártires da fé do passado e entram os apáticos e acomodados cristãos modernos. Aqueles cristãos que entregaram suas vidas à causa do Evangelho, que deixaram-se consumir de paixão e zelo pela Igreja de Cristo, que viveram com integridade e honraram o chamado e a vocação que receberam do Senhor, que sofreram e morreram por causa de sua fé, convicções e amor a Cristo, fazem parte de uma lembrança remota que às vezes chega a nos inspirar.

Os cristãos modernos crêem como os outros creram, mas não se entregam como se entregaram. Partilham das mesmas convicções, recitam o mesmo credo, freqüentam as mesmas igrejas, cantam os mesmos hinos e lêem a mesma Bíblia, mas o efeito é tragicamente diferente. É raro hoje encontrar alguém em cujo coração arde o desejo de ver um amigo, parente, colega de trabalho ou escola convertendo-se a Cristo e sendo salvo da condenação eterna. Os desejos, quando muito, se limitam a visitar uma igreja, buscar uma "bênção", receber uma oração; mas a conversão a Cristo, o discipulado com todas as suas implicações, são coisa que não nos atraem mais.

Os anseios pela volta de Cristo, o desejo de nos encontrarmos com Ele e ver restaurada a justiça e a ordem da criação ficaram para trás. Somente alguns saudosos dos velhos tempos lembram-se ainda dos hinos que enchiam de esperança o coração dos que aguardavam a manifestação do Reino. A preocupação com a moral e a ética, com o bom testemunho, com a vida santa e reta não nos perturba mais - somos modernos, aprendemos a respeitar o espaço dos outros. O cuidado com os irmãos, o zelo para que andem nos caminhos do Senhor, as exortações, repreensões e correções não fazem parte do elenco de nossas preocupações. Afinal, cada um é grande e sabe o que faz.

Enfim, somos ateus modernos, o pior tipo de ateu que já apareceu. Citamos com convicção o Credo Apostólico, mas o que cremos não tem nenhuma relevância com a forma como vivemos. A pessoa de Cristo para muitos é apenas mais uma grife religiosa, não uma pessoa que nos chama para segui-lo. O ateísmo moderno se caracteriza pela irrelevância da fé, das convicções, do significado da igreja e da comunhão dos santos.

A irrelevância de Deus para a vida moderna é intensificada pela cultura tecnocrática. Temos técnicas para tudo: para ter um matrimônio perfeito, criar filhos felizes e obedientes, obter plena satisfação sexual no casamento, passos para uma oração eficaz, como conseguir a plenitude do Espírito Santo e muitos outros "como fazer" que entopem as prateleiras das livrarias e o cardápio dos congressos. A sociedade moderna vem criando os métodos e as técnicas que reduzem nossa necessidade de Deus, a dependência dele e a relevância da comunhão com Ele. Chamamos uma boa música de adoração, um convívio agradável de comunhão, uma moral sadia de santificação, assiduidade nos programas da igreja de compromisso com o Reino de Deus.

As técnicas não apenas criam atalhos para os caminhos complexos da vida, como procuram inverter os pólos de atenção e dependência. Tornamo-nos mais dependentes de nós do que de Deus, acreditamos mais na eficiência do que na graça, buscamos mais a competência do que a unção, cremos mais na propaganda do que no poder do Evangelho. Tenho ouvido falar de igrejas que são orientadas por profissionais de planejamento estratégico. Estudam o perfil da comunidade, planejam seu desenvolvimento, arquitetam seu crescimento e, de repente, descobrem que funcionam, crescem, são eficientes, e não dependem de Deus para nada do que foi planejado. Com ou sem oração a igreja vai crescer, vai funcionar. Deus tornou-se irrelevante. Tornamo-nos ateus crentes.

A minha preocupação não é simplesmente criticar o mundo religioso abstrato, superficial e impessoal que criamos ou criticar a tecnologia moderna que, sem dúvida, pode e tem nos ajudado. Minha preocupação é com o coração cada vez mais distante, mais abstrato, mais centralizado naquilo que não é Deus, mais dependente das propagandas e estímulos religiosos, mais interessado no consumo espiritual do que numa relação pessoal com Deus.

Como disse, o ateu hoje não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina, não precisa da comunhão dele para a vida. A sutileza do novo ateísmo é que ele não precisa negar a fé, apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador. Este ateu está muito mais presente entre nós do que imaginamos.

Fonte: Blog Orthodoxia.

Grupo Logos

Hoje tivemos uma noite memorável. Foi uma grande alegria participar de um culto a Deus com a presença abençoada do Grupo Logos. Esse grupo faz parte de nossa história cristã.

"Tudo começou em meados de 1981 ...

O ministério com o grupo Elo estava terminando devido a várias razões, e dentre elas a mais dramática, a morte do Jayrinho, nosso querido irmão em Cristo, amigo de ministério, cantor e compositor de músicas que o Brasil inteiro cantou e ainda canta, como: “Jesus Provou”, “Ao Sentir”, “Foi grande Amor” e tantas outras que marcaram época.

Em outubro de 1981 nasceu, oficialmente, a Missão Evangélica Logos (M.E.L.). A Missão Evangélica Logos conta com dois braços de atividade: O Rancho Logos e o Grupo Logos.O nome “Logos” – palavra grega traduzida para “verbo” em João 1 - sempre esteve na cabeça de Paulo Cezar, principalmente pelo seu profundo significado: “Palavra Viva”. Ela traduz fielmente a filosofia do ministério, que é ter a Bíblia como base absoluta do que eles vivem, pregam e cantam.

Desde o começo a visão do ministério ficou clara aos seus participantes e também às pessoas que davam apoio à obra: Que não se tratava apenas de um trabalho musical, mas de uma missão de resgate de almas através da música e sobretudo do testemunho pregado e vivido por cada integrante.

Os primeiros integrantes: Bia, Almir Navogim, Ângela e Mauro Aiello provaram conosco momentos de fé e dependência quando tivemos de encarar os desafios da obra que começava. Quando esses irmãos não puderam continuar, o Senhor nos enviou Temístocles, Traud, Arody, Ivan, Sílvio Robson e Wesley. Com esses, dividimos casa, comida e aprendemos muito. E quantos mais? Temos uma lista de aproximadamente quarenta nomes de irmãos queridos que ao longo desses vinte e dois anos estiveram conosco dedicando um tempo de suas vidas para o Senhor no ministério do Grupo Logos. Desde o começo uma filosofia era empregada: Não se tratava apenas de um trabalho musical [+] leia mais.

Dia das crianças

“Disse Jesus: Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas” (Mt 19.14). Neste dia das crianças, tivemos um encontro muito feliz e festivo. Elas cantaram, dançaram, brincaram, chuparam picolé, comeram pipoca, lancharam, assistiram uma cena do Filme Jesus e nos fizeram também crianças.

Lembrei-me das sábias palavras do teólogo Leonardo Boff: “Todo menino quer ser homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser Deus. Só Deus quis ser menino”. Esse é um tempo para aprendermos com as crianças, pois como disse Jesus, “o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”. Devemos facilitar que as crianças cheguem a Jesus.

Em nossos dias ainda existem pessoas que subestimam a importância do Cristianismo, ignorando a revolução benéfica que ele tem feito a nossa sociedade. Ai de todos e de tudo se Jesus não tivesse vindo ao mundo para salvar os pecadores, resgatando assim nossas deformidades e desvios nas relações humanas. Mas, ele veio, e ganhamos. Ele resgatou as crianças.

A expressão do Leonardo Boff citada acima de que Deus quis ser menino é maravilhosa. Deus quis tornar-se homem e veio a partir do ventre de Maria. Ele nasceu de mulher (Gl 4.4), aprendeu, cresceu e tornou-se adulto seguindo o processo natural da vida biológica. Acho isso emocionante. Aprendo a ser mais humano com a humanidade de Jesus. Ele não teve nenhum problema em ser criança e depender de seus pais e de outros. Assumiu plenamente sua humanidade. Ele viveu como homem e não como super-homem. Pediu água quando estava com sede, sentia cansaço, dormia quando com sono, e assim por diante. Ele tinha o perfil de um judeu - cara e sotaque. Judas deu a senha do beijo para que não o prendessem enganados. Caso contrário poderiam trocá-lo por outro.

Jesus ilustrou o perfil de um discípulo seu com uma criança. Precisamos aprender mais com as crianças. Elas devem ser cuidadas e preparadas para a vida. A criança nasce com o potencial para a vida, mas precisa ser educada para viver. A responsabilidade dos pais, professores, educadores e formadores de opinião é muito grande, pois a criança será o fruto do que nela é semeado hoje, em casa, na escola, e nos meios de comunicação.